Compass Geração

Segundo o Plano Decenal de Energia 2029, publicado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em 2019, espera-se que Brasil apresente uma expansão de potência instalada para térmicas a gás de 23 GW, o que representa um aumento de sua participação na matriz elétrica de 8% para 16% do total da capacidade de geração.

O gás natural terá um papel chave na matriz energética, pois além de substituir fontes de energia mais poluentes, como o carvão e o óleo combustível, também traz confiabilidade ao sistema elétrico, uma vez que complementa as fontes renováveis intermitentes, como a solar e eólica, ajudando a atender picos de demanda de energia. O foco da Compass consiste em desenvolver um portfólio de geração térmica de 3 GW, com investimento total aproximado de R$ 11 bilhões, o qual pretendemos realizar juntamente com parceiros estratégicos.

O modelo de negócios consiste em contratos de longo prazo de venda de energia no mercado regulado (Power Purchase Agreement – PPA), com a remuneração da disponibilidade e dos despachos inflexível e flexível. Pela nossa plataforma complementar de trading de energia elétrica, também há a eventual oportunidade de despacho voluntário e remuneração via preços de energia spot, o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), quando viabilizarmos gás competitivo para garantir a rentabilidade dessa operação. Atualmente, a Compass está desenvolvendo dois projetos de térmicas a gás natural próprios e quatro outros com parceiros, com objetivo de participar dos próximos leilões de energia nova e existente realizados pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

Adicionalmente à estratégia de atuação no mercado regulado, há uma importante oportunidade no mercado livre fomentada pela discussão da Modernização do Setor Elétrico, coordenado pelo MME.  Adicionalmente, em 10 de março de 2020, o Senado aprovou o Projeto de Lei (PLS) 232/16, sobre a redução do limite mínimo de consumo para a migração ao mercado livre de energia, o que aumenta significativamente o universo de consumidores que poderiam optar por uma modalidade de contratação bilateral, diretamente com o provedor da energia. Consequência direta dessa redução, haveria um estímulo à atividade de comercialização de energia diretamente pelos geradores ou através de comercializadoras capazes de centralizar uma demanda mais fragmentada.

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